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Agro brasileiro busca soluções para atender exigências ambientais da União Europeia

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Faltando menos de três meses para a entrada em vigor das novas regras ambientais da União Europeia, o agronegócio brasileiro enfrenta desafios intensos para se adaptar ao regulamento antidesmatamento do bloco europeu. A partir de 30 de dezembro, grandes e médias empresas exportadoras de produtos agrícolas precisarão comprovar que suas mercadorias não foram produzidas em áreas desmatadas após dezembro de 2022. Para pequenas e microempresas, as exigências passam a valer a partir de meados de 2027.

O Brasil figura como um dos principais fornecedores de produtos agrícolas para o mercado europeu, somando cerca de US$ 22 bilhões em exportações do setor no ano de 2023. As novas diretrizes ambientais afetam diretamente cadeias produtivas essenciais, como carne bovina, cacau, soja e madeira. Para garantir a entrada desses itens na Europa, os exportadores deverão apresentar documentação detalhada e dados de geolocalização.

A rastreabilidade dos produtos é apontada como o principal obstáculo logístico do setor produtivo nacional. A dificuldade ocorre porque grãos de diferentes propriedades frequentemente se misturam em armazéns e silos, além de animais passarem por diversas fazendas ao longo da vida até chegarem aos frigoríficos. Embora o país conte com um cadastro agrícola consolidado, a ferramenta não atende integralmente aos requisitos exigidos pelos europeus, que planejam utilizar monitoramento por satélite para fiscalizar a procedência das cargas.

A implementação do regulamento antidesmatamento é considerada pela União Europeia como um passo fundamental para promover cadeias globais sustentáveis. Do lado brasileiro, o foco das entidades do setor agrícola e dos exportadores está em estruturar sistemas eficientes de checagem documental e rastreamento a tempo de evitar prejuízos no comércio exterior e assegurar a competitividade no mercado internacional.