A primeira estimativa para a safra de verão 2026/27 indica que o Paraná poderá alcançar aproximadamente 27 milhões de toneladas das principais culturas. O levantamento é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
A soja deve continuar como principal cultura do ciclo, com área estimada em 5,7 milhões de hectares. A produção projetada supera 22,5 milhões de toneladas, cerca de 4% acima da registrada na safra anterior.
Para o milho de primeira safra, a previsão aponta aumento de 2% na área plantada, chegando a aproximadamente 373 mil hectares. Apesar da ampliação da área, a produção inicial é estimada em 4,1 milhões de toneladas, indicando uma leve redução em relação ao ciclo anterior.
O feijão deve apresentar redução na área cultivada. A estimativa aponta queda de aproximadamente 12%, com produção projetada em 180 mil toneladas. Segundo o Deral, parte dessa redução está relacionada à expansão da área destinada à soja.
A produção de batata também deve recuar, com estimativa de 539 mil toneladas, aproximadamente 5% abaixo do volume registrado na safra anterior.
Para o chefe do Deral, Marcelo Garrido, as condições iniciais são favoráveis ao começo do plantio, mas o resultado dependerá do comportamento do clima ao longo do ciclo. “Se o clima contribuir, a gente acredita que essa produção de mais ou menos 27 milhões de toneladas na primeira safra possa ser consolidada”, afirmou.
O cenário climático, porém, exige atenção dos produtores. A atuação do El Niño deve provocar chuvas acima da média no Paraná, com possibilidade de volumes elevados e episódios de temporais. Segundo especialistas, a maior disponibilidade de umidade no solo pode favorecer o desenvolvimento das lavouras, mas o excesso de chuva também pode dificultar operações de plantio e manejo.
O diretor-secretário do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Vallini, afirmou que ainda é cedo para falar em uma super safra, já que o plantio está apenas começando. “O produtor está muito preocupado agora com a questão do plantio”, declarou.
A preocupação também está relacionada à possibilidade de antecipação do plantio para aproveitar as condições de setembro e reduzir os impactos de eventuais períodos de chuva intensa posteriormente.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, também destacou a preocupação dos produtores com o excesso de chuva durante o ciclo 2026/27. Apesar dos riscos climáticos, ele ressaltou a capacidade do Paraná de manter boas colheitas mesmo diante de períodos de escassez ou excesso de precipitação.
A estimativa de 27 milhões de toneladas, portanto, representa uma projeção inicial e ainda poderá sofrer alterações conforme o avanço do plantio, as condições das lavouras e o comportamento do clima ao longo da safra. O Deral realiza atualizações periódicas das estimativas de área, produção e evolução das culturas.
























