A advogada Kelen Cristina Ribas da Silva recebeu uma medida protetiva de urgência após ser vítima de um ataque em Curitiba. O caso aconteceu no último sábado (29) e, segundo as informações, teria relação com a atuação profissional da advogada em um processo de pensão alimentícia.
A decisão foi concedida pelo Plantão Judiciário no dia seguinte ao ataque, após ser reconhecido um risco concreto à integridade física e psicológica da vítima.
Segundo a investigação, o suspeito, identificado como Juliano Muniz dos Santos, é ex-companheiro de uma cliente representada por Kelen em uma ação de pensão alimentícia. Ele teria sido condenado pela Justiça a realizar o pagamento da pensão para os três filhos.
Câmeras de segurança registraram o momento do ataque. Conforme o relato da advogada, ela se preparava para sair da garagem quando o homem chegou ao local em outro veículo e teria acelerado propositalmente contra o carro dela.
Com o impacto, o veículo da advogada foi lançado para frente. Kelen relatou ter batido a cabeça e sofrido ferimentos no pescoço.
Ainda conforme a vítima, as ameaças teriam começado em julho, após a decisão judicial relacionada ao pagamento da pensão. Ela afirma que passou a receber mensagens intimidatórias e que o homem também teria ido até sua residência e ao escritório onde trabalha.
Após o ataque, a advogada registrou um boletim de ocorrência e procurou a Ordem dos Advogados do Brasil — Seção Paraná (OAB-PR), que solicitou a medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.
Com a decisão judicial, Juliano está proibido de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a advogada.
Segundo a OAB-PR, esta é a primeira vez no Paraná que uma advogada recebe uma medida protetiva relacionada à sua atuação profissional com base nesse entendimento.
O caso acompanha uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha para situações de violência de gênero contra mulheres, mesmo quando não há relação doméstica, familiar ou afetiva entre vítima e agressor.
A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de homicídio simples e coação no curso do processo. O caso segue sob investigação.




















