O Brasil registrou 64.843 focos de queimadas ativas em apenas 48 horas em todo o território nacional, segundo dados do Silo AgroData — levantamento realizado em parceria técnica pelo Instituto CNA, INPE e NASA. Apenas entre quinta e sexta-feira, a detecção de pontos de calor teve uma alta de 30,19% no país, gerando forte alerta para o setor produtivo e ambiental.
A região Norte lidera os índices de maneira crítica, concentrando cerca de 70% dos registros nacionais, impulsionada pelos efeitos do fenômeno super El Niño. O Pará figura no topo do ranking estadual, com mais de 21 mil focos, seguido pelo Amazonas, com 11 mil. A segunda região mais atingida é o Nordeste, que responde por 25,22% dos pontos de calor, enquanto Sudeste (3%), Centro-Oeste (2,08%) e Sul (0,11%) registram menor participação.
Especialistas alertam que a alta das chamas, combinada à estiagem severa provocada pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, traz risco direto de quebra na produção agrícola. Além do prejuízo ambiental sobre a Amazônia, os incêndios afetam pastagens, prejudicam a logística e desregulam o calendário de plantio e colheita do agronegócio, o que pode impactar o abastecimento de alimentos e os preços ao consumidor final.


















