O Paraná encerrou 2025 com R$ 87,7 bilhões em valor da produção agrícola, crescimento de 21,9% em relação ao ano anterior. Com o resultado, o Estado ficou na quarta posição do ranking nacional e manteve destaque na produção de soja, milho, feijão, trigo e erva-mate.
Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (17). O levantamento reúne informações sobre área plantada e colhida, quantidade produzida, rendimento e valor da produção agrícola nos municípios brasileiros.
No país, o valor das principais culturas agrícolas chegou a R$ 927,2 bilhões em 2025, o maior resultado registrado pela pesquisa. O Paraná respondeu por aproximadamente 9,5% desse total, ficando atrás de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.
Entre as principais culturas paranaenses, a soja teve produção de aproximadamente 21,3 milhões de toneladas, colocando o Estado na segunda posição nacional. O milho alcançou cerca de 20,4 milhões de toneladas.
O Paraná também ficou em segundo lugar no país na produção de trigo, com aproximadamente 2,8 milhões de toneladas. A produção de mandioca chegou a cerca de 4 milhões de toneladas.
Considerando o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, o Paraná respondeu por 12,8% do valor gerado no Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso.
O levantamento também aponta a liderança paranaense em culturas como feijão, com aproximadamente 865,7 mil toneladas, além de cevada, triticale e erva-mate em folha verde.
A produção de erva-mate chegou a aproximadamente 494,7 mil toneladas, mantendo o Paraná na liderança nacional. A atividade tem forte presença principalmente nas regiões Centro-Sul e Sul do Estado.
O Oeste do Paraná também tem participação importante no desempenho agrícola estadual. Municípios como Cascavel, Toledo e Assis Chateaubriand estão entre os principais polos produtores de grãos da região.
A PAM permite acompanhar a produção agrícola de forma detalhada por município e comparar os resultados entre estados e regiões. Os dados também ajudam a dimensionar a participação das diferentes culturas na produção brasileira.
























