Uma ação coletiva movida na Justiça da Inglaterra busca indenização para brasileiros que tiveram dados pessoais expostos no megavazamento ocorrido em 2021. O processo foi apresentado em janeiro de 2026 e continua recebendo novos participantes.
O vazamento é considerado um dos maiores incidentes de exposição de dados registrados no Brasil. Informações de mais de 220 milhões de pessoas, entre vivas e falecidas, teriam circulado na internet, incluindo CPF, nome completo, endereço, telefone e outros dados pessoais.
O banco de dados também teria chegado a ambientes da chamada dark web, aumentando a preocupação sobre o uso indevido das informações e os possíveis impactos para os titulares dos dados.
Ação tramita na Inglaterra
A ação coletiva foi protocolada na Alta Corte de Justiça da Inglaterra, a High Court of Justice, pelo escritório britânico Mishcon de Reya. O processo busca responsabilizar integrantes do grupo Serasa Experian e obter compensação para pessoas afetadas.
Apesar de tramitar no exterior, a demanda utiliza fundamentos previstos na legislação brasileira. A escolha da Inglaterra está relacionada às conexões internacionais do grupo Experian, controlador da Serasa.
O processo permanece aberto para a inclusão de novos participantes. Segundo os responsáveis pela ação, os interessados precisam passar por um cadastro e fornecer informações necessárias para verificar se seus dados aparecem na base relacionada ao vazamento.
Quanto cada vítima pode receber?
A possibilidade de indenização de até R$ 30 mil tem sido divulgada em relação ao caso, mas o valor não representa uma quantia já garantida para cada pessoa afetada.
O montante que eventualmente poderá ser recebido dependerá do andamento da ação, das decisões da Justiça inglesa e da situação individual dos participantes. Portanto, não é possível afirmar neste momento que todas as pessoas cadastradas receberão R$ 30 mil.
Como participar?
De acordo com as informações disponibilizadas pelos representantes da ação, o interessado deve realizar um cadastro e fornecer os dados solicitados para verificar sua possível inclusão no grupo.
Entre as informações exigidas estão o CPF e documentos para confirmação da identidade. Também é necessário responder às perguntas relacionadas ao caso e revisar e assinar os documentos jurídicos necessários para participação no processo.
Os responsáveis informam ainda que não há cobrança antecipada para ingressar na ação. Eventuais honorários e custos jurídicos estão vinculados às condições estabelecidas para o processo e devem ser conferidos na documentação apresentada aos participantes.
O que diz a Serasa?
A Serasa Experian nega que o megavazamento tenha ocorrido diretamente em seus sistemas e sustenta que os dados poderiam ter origem em outras bases existentes no mercado.
O caso já provocou repercussões jurídicas e medidas de órgãos de proteção ao consumidor. A existência da ação coletiva na Inglaterra, portanto, não significa que a responsabilidade da empresa pelo vazamento já tenha sido definitivamente reconhecida pela Justiça.
Quem considerar participar deve conferir cuidadosamente as informações oficiais do processo e, diante de dúvidas sobre direitos individuais ou documentos, buscar orientação jurídica independente.
























