Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, natural de Cascavel, no oeste do Paraná, foi presa em flagrante no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali, na Indonésia, após desembarcar com aproximadamente 3,6 kg de cocaína líquida escondidos na bagagem. A droga estava distribuída em sete frascos de xampu e produtos de higiene pessoal. A brasileira confessou às autoridades locais que receberia US$ 50 mil, o equivalente a cerca de R$ 249 mil, para entregar a substância a um contato na ilha.
O caso reacende o alerta para as severas punições da legislação indonésia, considerada uma das mais rígidas do mundo no combate ao tráfico de entorpecentes. Conforme explica a defesa que acompanha a situação no Brasil, a quantidade transportada e o modo de ocultação da droga influenciam diretamente a dosimetria de uma eventual condenação, que pode variar entre prisão perpétua e pena de morte. Apesar de prever a execução em sua lei, o país asiático não realiza fuzilamentos desde 2016 e prevê em seu Código Penal dispositivos para converter a pena capital em prisão perpétua, a depender do comportamento e das circunstâncias apresentadas no julgamento.
A acusada permanece detida em uma unidade policial de Bali enquanto a polícia conclui os procedimentos investigativos. Após esta fase preliminar, o inquérito segue para a Procuradoria para a formalização da denúncia por tráfico internacional de drogas. Estimativas jurídicas indicam que o trâmite até a sentença definitiva pode levar entre 12 e 18 meses. O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty e do serviço consular brasileiro, acompanha a situação e presta assistência formal à cidadã paranaense.

























