Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão habilitados para participar das eleições gerais de 2026. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral, o país registra 918.876 eleitores distribuídos em 134 nações, o que corresponde a pouco mais de 0,5% do total de 158,7 milhões de eleitores em todo o território nacional. A legislação determina que os cidadãos residentes fora do país votam exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
O número de eleitores aptos no exterior tem apresentado crescimento contínuo, acumulando alta de 358% desde 2010, quando o contingente era de aproximadamente 210 mil pessoas. O total evoluiu para 354 mil em 2014, atingiu 500 mil em 2018 e chegou a quase 700 mil no pleito de 2022. Para atender a esse público, o TSE organizou seções eleitorais em 186 cidades estrangeiras, funcionando prioritariamente em repartições diplomáticas e consulados. Os Estados Unidos concentram a maior fatia do eleitorado externo, com 265,4 mil votantes, seguidos por Portugal, Japão, Canadá e Alemanha.
“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, destacou a jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, residente em Ontário, no Canadá, que participará pela primeira vez da votação fora do Brasil.
O perfil estatístico divulgado pela Justiça Eleitoral aponta que as mulheres formam 57% do eleitorado no exterior, enquanto os homens somam 43%. No quesito instrução, 38% dos votantes possuem ensino superior completo, e a faixa etária de 40 a 44 anos concentra o maior volume de eleitores. Aqueles que estiverem fora do país no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão regularizar a situação por meio do aplicativo e-Título ou diretamente nas mesas receptoras habilitadas com urna eletrônica no exterior.
























