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Eleições 2026: veja 6 pontos que podem ajudar o eleitor a avaliar candidatos

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Com o primeiro turno das Eleições 2026 marcado para 4 de outubro, eleitores podem consultar propostas, trajetórias, atribuições dos cargos e posições partidárias antes de definir seus votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar do pleito, que escolherá presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais ou distritais.

A escolha envolve candidatos de diferentes partidos e propostas. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam alguns aspectos que podem ser considerados pelo eleitor durante a análise, como interesses pessoais e coletivos, atribuições de cada cargo, histórico político, financiamento de campanha e alinhamento partidário.

1. Identifique suas próprias prioridades

Antes de analisar os candidatos, o eleitor pode refletir sobre quais problemas considera mais importantes e quais temas pretende que recebam atenção do Poder Público.

Questões econômicas, sociais e relacionadas aos serviços públicos podem afetar diferentes grupos de maneiras distintas. Por isso, identificar as próprias prioridades ajuda a comparar as propostas apresentadas durante a campanha.

O professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), João Feres Júnior, destaca a importância de o eleitor compreender seus próprios interesses políticos e econômicos antes de avaliar os candidatos.

2. Entenda o que cada cargo pode fazer

Conhecer as atribuições de cada cargo também ajuda a identificar propostas que estão dentro ou fora das competências de um eventual mandato.

O presidente da República exerce o Poder Executivo federal, enquanto governadores administram os estados. Deputados atuam principalmente na elaboração de leis, fiscalização do Executivo e participação nas decisões orçamentárias. Senadores representam os estados no Congresso Nacional e participam da discussão e votação de leis federais, além de exercerem outras atribuições previstas na Constituição.

Dessa forma, uma promessa de campanha deve ser analisada considerando quem teria competência legal para colocá-la em prática.

A socióloga Débora Messemberg, professora da Universidade de Brasília (UnB), chama atenção para a necessidade de compreender as diferenças entre as funções exercidas pelos integrantes do Executivo e do Legislativo.

3. Observe o histórico e as propostas

Outro ponto indicado pelos especialistas é a análise do currículo, do histórico político e das propostas de cada candidato.

Também podem ser consultadas informações sobre financiamento de campanha, doadores, apoios políticos, partidos e federações.

No caso de candidatos que já exerceram cargos públicos, o histórico de atuação e de votações pode ser utilizado para comparar o que foi feito anteriormente com o que está sendo apresentado durante a campanha.

O TSE disponibiliza informações sobre candidaturas, declarações de bens e prestação de contas por meio do sistema DivulgaCandContas.

4. Conheça o partido e seus posicionamentos

No sistema político brasileiro, os partidos possuem programas e orientações próprias. No Legislativo, parlamentares também podem seguir orientações de suas bancadas durante determinadas votações.

Por isso, além de analisar individualmente o candidato, o eleitor pode consultar o histórico e o programa do partido ao qual ele está filiado, bem como suas alianças e posições adotadas em votações anteriores.

A cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca que conhecer tanto o candidato quanto a legenda pode ajudar a compreender o contexto político em que o eventual mandato será exercido.

5. Entenda o sistema proporcional

Nas eleições para deputados federais, estaduais e distritais, a votação ocorre pelo sistema proporcional. Nesse modelo, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são considerados no cálculo das vagas destinadas aos partidos e federações.

Um candidato com votação expressiva pode contribuir para que outros integrantes da mesma legenda ou federação também sejam eleitos, desde que sejam atendidas as regras eleitorais.

Esse fenômeno ficou conhecido popularmente como “puxador de votos”. O cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que, por esse motivo, é importante observar a nominata completa do partido, e não apenas o candidato escolhido individualmente.

6. Saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. O segundo turno, quando necessário, está previsto para 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

O eleitor pode levar uma anotação em papel com os números de seus candidatos para consultar durante a votação. O TSE também reforçou recentemente que a chamada “cola” de papel pode ser utilizada para facilitar o preenchimento dos votos.

Já o celular, máquina fotográfica, filmadora ou outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto não pode ser levado para a cabine. O aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora antes de o eleitor entrar na cabine.

A legislação permite manifestação individual e silenciosa da preferência política, por meio de bandeiras, broches, adesivos e camisetas. Não são permitidas manifestações coletivas ou ruidosas, abordagem ou aliciamento de eleitores.

Pessoas com mais de 80 anos têm preferência na votação, independentemente da ordem de chegada. O TSE também prevê medidas de acessibilidade e acompanhamento para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

As informações oficiais sobre candidaturas, partidos, prestação de contas e regras eleitorais podem ser consultadas nos canais da Justiça Eleitoral.