FRONTEIRA

Queda de avião clandestino deixa três mortos em Mato Grosso e mobiliza investigação policial

Queda avião no mato grosso
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Três pessoas morreram carbonizadas após a queda de um monomotor Cessna na cidade de Água Boa, em Mato Grosso, na última quinta-feira (10). As vítimas são dois paraguaios e um brasileiro. As equipes da Polícia Civil processam as informações preliminares sobre os ocupantes e encaminharam os restos mortais para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em Cuiabá, onde exames genéticos de DNA farão a confirmação oficial das identidades.

O diretor da unidade da Politec em Água Boa, Paulo Barbosa, confirmou que as autoridades mantêm contato com familiares das vítimas que residem no Paraguai para possibilitar o envio de material genético comparativo. A transferência dos corpos para a capital mato-grossense busca agilizar a identificação oficial diante do estado dos corpos após a queima da estrutura do avião.

A aeronave já contava com histórico de ocorrência policial. Em 2017, a Polícia Federal apreendeu o mesmo aparelho em Goiânia transportando 67 quilos de cocaína, ocasião em que os irmãos gêmeos de nacionalidade espanhola José Luis Rivera Díaz e Juan Carlos Rivera Díaz acabaram detidos em flagrante.

Nos trabalhos de perícia no local da queda, os agentes informaram que não constataram carregamento de drogas ou outros produtos ilícitos em meio aos destroços. A principal hipótese de rota aponta que o monomotor seguia viagem em direção à Venezuela no momento do acidente.

O delegado titular da Polícia Civil em Água Boa, Carlos Alberto Silva, informou que apura a utilização do veículo aéreo em operações clandestinas com conexão com o tráfico internacional. A linha de trabalho investigativo recebeu subsídios de relatos colhidos com pessoas próximas a um dos passageiros que estava a bordo.

As equipes de segurança pública refizeram o trajeto recente dos ocupantes e avaliaram gravações de monitoramento eletrônico que captaram o instante do embarque no aeródromo. A apuração policial identificou ainda que o monomotor ficava guardado em Goiânia sem condições formais de operação, acumulando pendências em vistorias obrigatórias e sem inspeção técnica registrada há cinco anos.

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Caída de avioneta clandestina deja tres fallecidos en Mato Grosso y activa investigación policial

Tres personas murieron calcinadas tras el choque de un monomotor Cessna en la zona de Água Boa, estado de Mato Grosso, el pasado jueves (10). Las víctimas corresponden a dos paraguayos y un brasileño. La Policía Civil inició los trámites de investigación y remitió los restos al laboratorio de la Peritaje Oficial e Identificación Técnica (Politec), en la ciudad de Cuiabá, donde se desarrollarán pruebas genéticas de ADN para confirmar las identidades.

El director del área forense en Água Boa, Paulo Barbosa, afirmó que los agentes ya establecieron contacto con familiares de los ocupantes en territorio paraguayo para avanzar en la colecta de material de comparación biológica. El traslado a la capital del estado tiene como meta brindar rapidez al proceso pericial luego del incendio total de la estructura.

El transporte contaba con registros previos de incautación. En el año 2017, la Policía Federal intervino el mismo aparato aéreo en la ciudad de Goiânia mientras transportaba 67 kilos de cocaína, operativo donde resultaron aprehendidos los hermanos españoles José Luis Rivera Díaz y Juan Carlos Rivera Díaz.

En la escena de la colisión, los peritos detallaron que no hallaron cargamentos de estupefacientes ni mercadería ilegal visible. No obstante, los datos técnicos señalan que el plan de viaje se dirigía hacia Venezuela.

El jefe de la Policía Civil de Água Boa, Carlos Alberto Silva, explicó que el vuelo formaría parte de una estructura clandestina vinculada a delitos transnacionales. La hipótesis sumó elementos a partir de testimonios aportados por allegados a uno de los viajeros.

Los investigadores reconstruyeron los pasos previos de las víctimas e inspeccionaron registros de cámaras de seguridad que documentaron el abordaje en la pista de origen. Las autoridades constataron además que la nave permanecía alojada en un hangar de Goiânia fuera de condiciones reglamentarias, con trámites vencidos y sin controles técnicos en los últimos cinco años.

(Con información del reportero Marcio Spier para el portal de noticias OE TV y Radio Fénix Minga Porã FM 89.9)