Cerca de 500 pessoas se reuniram em Santa Helena no sábado (12) para a realização do primeiro Festival Prosa e Viola no Lago de Itaipu. O encontro reuniu aproximadamente 300 violeiros, entre estudantes atendidos pela iniciativa nos municípios lindeiros e integrantes de grupos tradicionais de viola caipira do Oeste do Paraná.

A programação integrou a grade pedagógica do projeto, responsável por levar o ensino do instrumento a 16 municípios lindeiros. Ao longo do evento, os alunos participaram de oficinas práticas voltadas ao aprimoramento instrumental e subiram ao palco para apresentar quatro músicas trabalhadas em sala de aula.
O coordenador cultural da iniciativa, Marcos Rafael Pires, explicou que os trabalhos abordaram fundamentos técnicos, rítmicos, melódicos e harmônicos típicos do repertório tradicional. O coordenador ressaltou que a assimilação rápida das músicas comprova a evolução dos estudantes no período de aprendizagem.
O presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, Antônio França Benjamim, acompanhou as apresentações e ressaltou o impacto da mobilização comunitária. “Foi sensacional e emocionante o evento do Prosa e Viola e podemos constatar quanto a viola caipira impacta a vida das pessoas”, declarou.
Representando a Itaipu Binacional, o gestor do convênio, Aldino Cardias, avaliou a relevância do festival na trajetória das turmas e pontuou que o cronograma prevê novas etapas de integração entre as cidades parceiras.
Fruto do convênio Esporte e Cultura no Lago de Itaipu, firmado entre o Conselho dos Lindeiros e a Itaipu Binacional, a ação disponibilizou 480 vagas nesta primeira etapa de 2026, com 30 vagas destinadas a cada localidade. O projeto atende alunos de Santa Helena, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Itaipulândia, Missal, Diamante D’Oeste, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Terra Roxa, Guaíra e Mundo Novo (MS).
A preservação das raízes sertanejas foi comemorada pelo participante Elivelton Martins da Silva durante o encontro. “Agora me sinto orgulhoso, feliz de ver 400 e poucas crianças aprendendo a tocar viola. Isso é uma grandeza, uma riqueza”, afirmou, defendendo a continuidade do projeto ao longo dos dez meses de atividades formativas.























