Pesquisas desenvolvidas pela Estácio foram indexadas, pelo terceiro ano consecutivo, no Astrophysics Data System (ADS), base científica mantida pela Nasa. O reconhecimento amplia a visibilidade internacional dos estudos produzidos pela instituição e destaca trabalhos voltados a áreas como materiais avançados, semicondutores, energia renovável, inteligência artificial e sensores inteligentes.
Segundo André Guedes, responsável pelo núcleo de Pesquisa, Extensão e Internacionalização do campus onde os estudos foram desenvolvidos, a presença na base científica permite que os trabalhos sejam consultados por pesquisadores de diferentes países. “Isso indica que a pesquisa está inserida no cenário global, podendo ser acessada, validada e citada por pesquisadores do mundo inteiro”, explica.
Entre os projetos desenvolvidos estão pesquisas com aplicações em diferentes setores. Um dos estudos trabalha com janelas eletrocrômicas inteligentes, tecnologia que permite controlar a entrada de luz e pode contribuir para o conforto térmico e a redução do consumo de energia em edificações.
Outra pesquisa utiliza drones associados à visão computacional para identificar fissuras em estruturas, tecnologia que pode ampliar a precisão e a segurança durante inspeções e avaliações de obras.
Os trabalhos também incluem estudos sobre células solares orgânicas flexíveis, com foco no aumento da eficiência energética e na durabilidade dos materiais, além do desenvolvimento de sensores optoeletrônicos com possíveis aplicações nas áreas de segurança e saúde.
Para alcançar reconhecimento em bases científicas internacionais, os estudos precisam atender a critérios relacionados à qualidade da produção acadêmica, como publicação em periódicos com revisão por pares, consistência metodológica, relevância científica e possibilidade de rastreamento e integração ao sistema de pesquisa internacional.
Pesquisa também aproxima ciência e mercado
Entre os exemplos de pesquisadores está a médica-veterinária Paula de Sousa Barbosa, professora e CEO da startup Rent a Bee. O projeto desenvolvido pela empresa prevê o aluguel de colmeias de abelhas da espécie Apis mellifera para utilização em cafezais de propriedades rurais.
A iniciativa foi contemplada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), por meio do edital Doutor Empreendedor. A proposta busca utilizar o conhecimento técnico para contribuir com produtores de cafés especiais.
“Estamos desbravando um segmento de mercado. Nossa ideia é que esse conhecimento técnico se transforme em um instrumento de organização e eficiência, fortalecendo a cadeia produtiva agrícola de forma cada vez mais sustentável”, afirma Paula.
Ensino e pesquisa
A instituição avalia que a participação dos estudantes em projetos científicos contribui para uma formação acadêmica mais competitiva e pode ampliar o acesso a programas de pós-graduação e oportunidades profissionais.
Para os professores, a produção científica também fortalece a trajetória acadêmica e favorece a participação em redes de colaboração nacionais e internacionais.
“Entendemos que cada resultado é fruto de dedicação e trabalho contínuo. Por isso, investimos na disseminação de uma cultura de pesquisa, com orientação qualificada e incentivo à produção científica”, destaca Larissa Pochmann, coordenadora nacional de Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Estácio.
Como parte dessa política de incentivo à pesquisa, a Estácio também será sede do 27º International Symposium on Measurement and Control in Robotics (ISMCR 2026), marcado para os dias 17 e 18 de setembro. O evento reunirá pesquisadores, especialistas e instituições de diferentes países para discutir temas relacionados à robótica, metrologia, inteligência artificial e sistemas inteligentes orientados por dados.
O simpósio será realizado em parceria com a International Measurement Confederation (IMEKO) e contará com apoio institucional do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e do Instituto de Educação Médica (IDOMED). A Estácio também participará das discussões científicas com pesquisas próprias que relacionam inteligência artificial, sistemas adaptativos, ciência da medição e educação digital.
























