As importações brasileiras de trigo recuaram em agosto, período marcado pela intensificação da colheita da safra nacional. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a entrada menor do produto estrangeiro ocorre ao mesmo tempo em que os trabalhos de campo avançam nas principais regiões produtoras.
Segundo o Cepea, apesar do avanço da colheita, a disponibilidade interna de trigo com qualidade superior permanece limitada para atender à demanda da indústria moageira. A menor oferta de lotes com padrão elevado contribui para manter as negociações firmes no mercado spot, de pronta entrega.
Pesquisadores destacam que as expectativas em relação ao volume final da safra também ajudam a sustentar os preços. As projeções indicam uma produção menor tanto no Brasil quanto em importantes regiões produtoras internacionais, cenário que reduz a oferta disponível e influencia as decisões de compra.
No mercado externo, a valorização das cotações internacionais do trigo também interfere na formação dos preços no Brasil. Conforme a análise do Cepea, o avanço dos valores no exterior diminui a atratividade das importações e contribui para dar sustentação às cotações domésticas.
Esse conjunto de fatores mantém o mercado brasileiro com preços firmes, afetando tanto a comercialização do trigo em grão quanto dos produtos derivados utilizados pela indústria.
Enquanto isso, as máquinas continuam avançando pelas lavouras dos estados produtores. A evolução da colheita deverá aumentar gradualmente a disponibilidade do cereal no mercado interno, mas o comportamento dos preços dependerá também da qualidade do trigo colhido e das condições do mercado internacional.
O acompanhamento do Cepea considera a evolução dos trabalhos nas lavouras, a entrada da nova safra e as oscilações das cotações internacionais como fatores importantes para o comportamento dos negócios do setor nos próximos períodos.
























